Resultado da Seleção para participação na Antologia RedRuM

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A tarefa foi muito, muito mais difícil do que pensávamos. Não pela baixa qualidade dos contos, justamente pelo contrário. No mar de mais de 160 contos, houve muitos textos que sentimos muito em deixar de lado, seja pelo tamanho, ou pela temática que fugiu um pouco ao edital, ou até mesmo pela repetição (houve uma quantidade enorme de crimes passionais, hehe, e escolher mais de um tornaria a coisa repetitiva). Foram pequenos detalhes que fizeram a diferença.

Os contos que foram pré-selecionados e não aprovados para a RedRuM não serão descartados. Temos outros projetos (mais de um, aliás) em que pretendemos utilizá-los. Não falaremos desses projetos aqui, faremos isso dentro de algumas semanas. Adiantamos que os autores e autoras desses pré-selecionados serão contactados em breve, faremos o convite para esses outros projetos por e-mail, explicando os próximos passos. Não haverá edital para esses outros projetos. Não responderemos qualquer e-mail, no momento, informando quais textos fazem parte desta pré-seleção para outros trabalhos. Favor não insistir, pois agora tudo o que queremos é trabalhar na continuidade e finalização do projeto RedRuM.

E agora, anunciando os três textos selecionados e seus respectivos autores, com os quais faremos contato em particular nas próximas horas (aguardem email):

A Noiva Liberdade – José Geraldo Gouvêa

Refração – Diogo Bernadelli

Uma noite no Farol – Andre Zanki Cordenonsi

Agradecemos pela participação de todos e vamos em frente! Continuem escrevendo! É muito bom saber que tem tanta gente bacana escrevendo coisas bacanas!  Parabéns a todos!

Bia Machado

Editora

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25 comentários em “Resultado da Seleção para participação na Antologia RedRuM

  1. Parabéns a todos participantes! Agradeço por terem participado e acreditado neste projeto.

    Entristece que uma tremenda quantidade de contos tenha sido barrada de início por não conter as 5.000 palavras solicitadas no edital. Muito material de qualidade foi eliminado por isso. Por sorte, a Caligo mantém outros projetos em mente nos quais poderão ser utilizados.

    Foi muito difícil o processo de seleção, e no fim a originalidade teve seu peso. Majoritariamente, os casos de crime retratados derivavam de duas vertentes: o crime passional ou uma sequência de mortes conduzidas por um serial killer. Optamos por textos que fugiram desses nichos mais explorados, preferindo desenvolver diferentes visões, impactos e reflexões sobre a morte.

    Andre Zanki Cordenonsi trouxe um conto no típico estilo de Arthur Conan Doyle, e em muito também me lembrou as investigações de Auguste Dupin. Um estilo clássico com descrições primorosas em um ótimo texto detetivesco.

    Já de Diogo Bernadelli tivemos um conto nada convencional com a descrição cruenta de uma morte tomada por diferentes perspectivas; do assassino, de uma questionável testemunha e do morto.

    A narrativa de José Geraldo Gouvêa deixou claro seu controle sobre o que produzia, resultando em um texto inabalável e de final arrebatador.

    Mais uma vez, deixo aqui meu agradecimento. Foi uma honra dispor deste mês para ler aquilo que se empenharam em produzir.

    1. Marcelo, o José Geraldo já colaborou com dois textos para a coluna do blog. Nunca publicou pela Caligo. O Diogo Bernadelli sim, é um dos autores da antologia “!”. Assim como ele, outros atores que participaram da “!” também enviaram contos. O José Geraldo enviou dois. E aí, qual é a questão? Se participaram enviando seus contos como qualquer outro, teriam que ser penalizados por já fazerem parte da editora, de uma forma ou de outra? Estamos totalmente seguros da qualidade dos textos escolhidos, sejam os autores quem forem.

    2. Não sei como uma coisa inviabiliza a outra. Acho que absurdo seria o contrário, desclassificar bons autores por já terem se provado anteriormente em outra publicação. Estava certo que esse tipo de apontamento surgiria após a divulgação de alguém insatisfeito com o resultado, mas não deixei isto atrapalhar na seleção daqueles que considerei os melhores textos. Por isso, tenho a consciência tranquila. E peço perdão aos autores por não ter solicitado antes esta reprodução parcial, e também acho que nem há necessidade para dar tanta satisfação, mas deixo aqui apenas para ilustrar que não há qualidade questionável:

      “Recolhi-me após o jantar frugal. Apesar da presença amável do vigário, a sombra das ameaças parecia ter encolhido a personalidade onipresente de Weiss, que mal participou de nossas conversas. Com um anfitrião monossilábico, não foi grande surpresa que todos se retirassem aos seus aposentos ao final da ceia.”
      -Andre Zanki Cordenonsi

      “Padeço de uma condição sutil chamada compaixão. Talvez por isso tenha sido reduzido à miséria de na tarde da vida habitar um apartamento de solteiro em bairro pobre, com uma vista invejável para o cemitério. O trabalho não me permite pagar mais, nem sofrer menos. Como o que é possível e reservo o resto para a medicina, esta voraz benfeitora da humanidade.”
      -José Geraldo Gouvêa

      “A mãe está terrivelmente convencida da ideia de sequestro — o pai tende a acompanhá-la na paranoia, conseguindo se mostrar ainda mais abatido. A equipe de peritos afirma que não há motivos para deixar de lado a possibilidade de a menina de seis anos ter caído no rio que irrompe sobre as rochas nos fundos da propriedade. Acreditam que ele recolhera Lívia e que agora ela pode estar boiando presa pelas roupas a galhos entre as cidades de Almirante Tamandaré e Colombo, se antes disso não foi despedaçada pelos peixes. E, amigos e vizinhos, há peixes enormes naquele rio. Não digo que eles estão certos, só digo o que eu vi. Simas Fontoura, um dos peritos, acha que seria loucura adiantar isso à mãe, mas é no que todos estão apostando suas fichas, a menina virou isca, e o assunto neste ponto está praticamente encerrado.”
      -Diogo Bernadelli

      Com isso quero apenas pedir que não questione a seriedade com que tudo foi tratado. Não teria passado o mês lendo mais de 100 contos caso esse fosse um jogo de cartas marcadas. Os autores conseguiram a seleção por mérito, apenas isso.

      Obrigado pela compreensão.

      1. Mérito é relativo… Relativo a algum padrão. Por exemplo: “Recolhi-me após o jantar frugal. Apesar da presença amável do vigário, a sombra das ameaças parecia ter encolhido a personalidade onipresente de Weiss, que mal participou de nossas conversas. Com um anfitrião monossilábico, não foi grande surpresa que todos se retirassem aos seus aposentos ao final da ceia.” Frugal é ótimo… E tome adjetivação. Retirar-se para seus aposentos é muito original. Não discuto a lisura da escolha. Mas não gostei.

      2. Tem todo o direito de não gostar, Rogerio. Não se pode agradar a todos. Porém, os trechos postados aqui ainda não foram revisados, assim como o restante dos contos, e não esperaríamos aprovar logo de cara um conto perfeito, sem que nenhuma alteração fosse necessária. O escritor escreve e a editora revisa, revisa, revisa, faz diagramação, capa… Até que o livro tome a forma desejada. Certo? 😉

  2. Engraçado… eu nem questionei a qualidade da escrita dos caras e você já ficaram tão sentidos! Até porque não teria como questionar antes de ler os contos, certo? Menos ainda poderia dizer que não são os melhores (ainda que fossem ruins) sem ler aqueles desclassificados.
    Enfim, respondendo minha própria questão a partir do que vocês escreveram: não foi impressão minha, é um fato. Se é coincidência ou não, quem sou eu pra julgar, não é mesmo?
    Outros concursos por aí utilizam sistemas de envio com pseudônimo para garantir (alguma) imparcialidade. A Caligo não o fez. Assim, acredito que este tipo de questionamento seja perfeitamente normal.
    Aliás, só para deixar claro, não estou insatisfeito com o resultado, Vitor. Se você der uma pesquisada aí nos nomes de autores, vai perceber que eu nem mandar conto para o concurso mandei. Sendo assim, é você que está me julgando. Sou um observador externo, não um concorrente insatisfeito.

    1. “Outros concursos por aí utilizam sistemas de envio com pseudônimo para garantir (alguma) imparcialidade. A Caligo não o fez.”

      Desculpe, mas acho que não leu o edital direito, pois o pedido para o pseudônimo foi feito, e todos cumpriram, conforme o que eu mesma redigi:
      “2.2.2 – Colocar no assunto da mensagem o título do conto. Se o autor for enviar 02 (dois) textos, deverá anexar cada um deles em uma mensagem diferente. No corpo da mensagem o autor deve colocar seu nome completo e um pseudônimo. O nome do arquivo deverá ser formado pelo pseudônimo do autor. No arquivo do conto deverá constar apenas o conto e seu título.”

      Claro, eu recebi os contos, mas encaminhei todos para o Vitor, sem nem mesmo ler o que foi produzido. Quando o Vitor selecionou os textos, me passou somente os títulos e eu li apenas os que ele selecionou, visto ter sido uma quantidade maior. E como foi sofrida a seleção! No final, o que pesou foi poder dar uma diversidade maior na temática, no estilo, para não deixar que a antologia se tornasse uma coleção de textos repetitivos, parecidos.

      A princípio, quando pensei na RedRuM, chamei todos os autores que gostaria que participassem. Não haveria qualquer edital. Infelizmente, alguns autores não conseguiram escrever dentro do prazo, por isso mesmo é que abrimos a seleção e colocamos que selecionaríamos “ATÉ 3 contos”, pois isso dependeria dos autores convidados que não poderiam participar. Como três deles não puderam, selecionamos 3. Quase selecionei 4, o que aconteceu para que isso não ocorresse? Simplesmente porque os outros, fora esses três, repetiam-se na temática que abordaram, com um dos que já estavam selecionados, e não eram tão eficientes na narrativa quanto esses três. Por isso, e também por querer ainda utilizá-los, foi que pensei em fazer outra antologia para aproveitá-los. Agora, se você não acredita, se você ainda preferir seguir com todos esses questionamentos, aí já não posso fazer nada, só dizer que infelizmente lamento.

      Ah, claro, eu devia ter pensado algo do tipo: “Pô, esses dois contos são de autores que já conheço, e apesar de serem ótimos pega mal eu selecionar, é mais seguro escolher outros, ainda que não tenham me arrebatado totalmente, assim vou evitar confusão pro meu lado”. Eu, hein. Até parece. Mérito dos autores e ponto final. E chega de mimimi, porque além da RedRuM tenho que pensar em pelo menos mais duas antologias para produzir, com os contos pré-selecionados que valem à pena, ainda que não tenham se encaixado 100% na temática DESSA antologia. Acompanhe as atualizações, pois assim terá a oportunidade de conhecer outros participantes. E já adianto que, o quanto eu puder, vou evitar seleção para antologias futuras. Valeu pela dica, acho que vou mesmo só convidar quem eu quiser, é mais prático e ninguém precisa ficar se esforçando para ler centenas de contos para selecionar alguns poucos. Grande ideia, Marcelo.

      1. Como queira. Não tenho problema algum com seus métodos para criar uma antologia. Não sei se a intenção com o final deste texto de resposta era me fazer ficar triste ou algo assim porque agora “não vai ter mais concurso”, mas, se foi, posso dizer que foi realmente inútil. Como eu disse, não participei deste. Apenas fiz uma observação acurada.
        E sim, eu li o edital. Mas, quando me referi a sistema, eu quis dizer no sentido computacional. Há pouco tempo, por exemplo, estavam abertas as inscrições para o prêmio “barco a vapor”. Pelo site, você fazia uma inscrição com seu nome e um código numérico era gerado como título do arquivo enviado, como se fosse um pseudônimo aleatório. Ou seja, a chance de ocorrer algum conluio era mínima, afinal, o código era gerado pelo sistema automaticamente. Não tinha como, por exemplo, eu chegar para meu amigo organizador de antologias e falar “cara, escolha o meu lá. Meu pseudônimo é Batman”. Além disso, a escolha era feita por uma comissão, aumentando o grau de imparcialidade. Se vocês resolverem um dia organizar algum concurso, fica essa dica aí.
        Enfim, vou desativar o “avise-me sobre comentários” ali porque esta conversa já deu o que tinha que dar há tempos. Boa sorte com a antologia. Não sei se os textos são bons, mas a capa ficou ótima.

    2. A maioria das editoras promove seleções para antologias como a Caligo. Nosso edital foi baseado em diversos modelos que existem por aí, adequando ao que queríamos. Sistemas como o que são feitos no concurso “Barco a Vapor” são caros, além de desnecessários para pequenas editoras, onde a participação é bem menor. Certamente essas editoras maiores recebem milhares de textos, a comissão julgadora é composta por vários membros, mas nós, aqui, somos uma editora iniciante, com dois livros no catálogo, o dinheiro que temos mal dá para as despesas de impressão e outros serviços diretamente ligados a livros. Você devia usar toda essa sua desenvoltura para escrever e lançar teorias para produzir contos. Está gastando energia à toa por aqui. Faz muito bem de não assinar mais os comentários. Está gastando energia à toa com uma seleção da qual nem participou. Estou respondendo por ser a editora, e me sinto na obrigação de esclarecer qualquer questionamento lançado, para OS MEUS LEITORES, bem como OS MEUS AUTORES. Não é por sua causa que faço isso. Meu compromisso é com quem acompanha os passos da Caligo. Passar bem.

  3. Marcelo, desculpe, mas acredito que não há criança por aqui para deixar passar toda a malícia nas entrelinhas dos seus comentários. Disse que te julgo, mas o que pesou em teu comentário, e o que me levou a replicá-lo, foi justamente teu questionamento contra minha integridade. Rapaz, me conhece para me apontar o dedo? Acha que sou moleque para ficar com estratagemas? Que raios ganharíamos criando um concurso de fachada, além de trabalho? Caso quisesse chamar gente que já mantém contato com a Caligo, só falaria. Mais simples e não entupiria minha caixa de e-mail. Na antologia já participam os autores convidados, o que supre esse papel.

    Estava certo que teria alguém para ficar com choro por conta da seleção (sempre tem), principalmente por ter ciência desde o começo que seria muito provável elencar algum nome que já conhecesse. Embora pareça muito, o universo de seleção não foi tão amplo. Sim, foram por volta dos 160 contos, mas mais da metade foi desclassificada por ter coisa de 2.000 e 3.000 palavras. Nisto, ficamos com uns 80. Destes, uma grande parcela foi submetida por pessoas conhecidas da Caligo ou de meios literários virtuais, normalmente inscrevendo dois textos. Questão de probabilidade. Veja que do André nunca ouvi falar.

    Não quero conflito. A coisa mais babaca da internet é briguinha virtual. Se tiver alguma divergência me coloco a disposição no Facebook para conversarmos. Agora, ficar sustentando uma briga de vizinha na rede, já com barba no rosto, é o fim.

  4. Fico feliz de ter sido escolhido para uma antologia com um texto que me permitiu exercer exatamente o tipo de literatura que mais me agrada: a literatura realista (ou não-fantástica, se você preferir). Só fico chateado que a escolha de um texto que me levou três semanas de trabalho (entre a versão inicial, que está no blog, as sucessivas revisões, os finais alternativos, etc.) mereça comentários desqualificadores apenas porque eu já publiquei alguma coisa no blog da Caligo. Triste isso, mas eu já estou acostumado com esse tipo de reação. Parece que eu não tenho direito a ter mérito por meu trabalho só porque eu estou me esforçando para construir networking, trabalhando duro em conteúdo e na divulgação do blog, etc.

    Felizmente eu não espero a aprovação de todas as pessoas, algo que nem os gênios conseguiram (vide a crítica venenosa que Machado de Assis fez a Eça de Queirós, que era até seu fã). Prefiro me motivar com a aprovação das pessoas que conhecem e apreciam o meu trabalho, mesmo que sejam poucas. Enquanto isso, aguardo que me trabalho atinja mais pessoas que não me conhecem e cative novos leitores.

    Por esta razão agradeço à editora Caligo por acreditar no meu trabalho, algo que muitas vezes me foi negado por razões extraliterárias (afinal, meu temperamento é, às vezes, um pouco desagradável). Espero que ser selecionado represente o “reboot” de minha carreira literária, após a frustração que sofri entre 2009 e 2011, com os problemas da comunidade literária do Orkut e o fracasso de meu lançamento pela Multifoco (de forma alguma culpo o Frodo, ou a editora, mas a frustração é real).

    1. João, neste post estão os títulos e os nomes dos selecionados para a RedRuM, conforme pode ver logo acima. Contos que forem selecionados para outras antologias serão anunciados conforme a disponibilidade dos autores em ainda poder participar com o conto, ou até mesmo dele querer participar de outro projeto.

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