Os Céus de Van Gogh

 

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Autor: Thiago da Silva Prada

ISBN:  978-85-67006-04-8

 

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Texto da orelha do livro:

A Poesia é tão necessária e vital quanto o ar que respiramos. Para muitos, que não percebem isso, tal afirmação pode parecer um completo desvario, no mínimo um grande exagero. Quem dera fosse assim. Mas a Poesia é tão fundamental para a sobrevivência humana no planeta como são as abelhas. Se a Poesia sumisse do mundo hoje, a humanidade não tardaria a se transformar em um imenso deserto de árvores ressequidas. Pois é a Poesia que mantém vivo o espírito humano.

O poeta é aquele que enxerga o óbvio, em seu esforço heroico de olhar o mundo como se sempre o estivesse vendo pela primeira vez. E a obviedade maior é que o óbvio só pode ser expresso no mundo dos homens sob a linguagem sutil da Poesia.

Não é tarefa nada fácil, pois este óbvio escapa a todo olhar apressado ou preconcebido e é igualmente inacessível tanto à erudição estéril quanto ao raso sentimentalismo, ilude toda e qualquer tentativa que não se comprometa até as últimas consequências. Para enxergar o óbvio é preciso ter olhos de criança e um coração mais velho que o mundo. Para ser poeta é preciso estar disposto a pagar o devido tributo de sangue.

Daí a necessidade visceral da Poesia, cuja missão é trazer para o mundo o escandalosamente evidente – e, ao mesmo tempo, misteriosamente invisível. O óbvio é o pai do novo e a mãe do futuro, é o que coloca o mundo em movimento. É a Poesia que dita o rumo às outras artes, que mantém acesa a aventurosa chama do entendimento humano.

Não deveria ser preciso afirmar aqui coisas tão óbvias. Mas não se iludam: é certo que a Poesia corre perigo. Submetidos ao constante dilúvio da superficialidade, trazemos o espírito cada vez mais embotado para o mergulho profundo exigido pelo olhar poético. No mundo inteiro, trezentos e cinquenta milhões de pessoas atualmente diagnosticadas como depressivas confirmam essa triste perspectiva: a Poesia está minguando, e com ela o sentido da vida.

É por isso que devemos celebrar com pompa e glória o advento de Os Céus de Van Gogh, do jovem poeta Thiago da Silva Prada, corajosamente trazido a lume pela Caligo Editora. A poesia de Thiago é vigorosa, chega com força e plenitude, tem o ímpeto necessário para alcançar o território mais íntimo e sagrado do coração. Há sangue e êxtase nessa poesia, que dispensa apresentações, tal como um quadro de Van Gogh: o efeito que ela provoca é recomendação suficiente.

A Poesia está viva, senhoras e senhores. Ainda. E a isso, nós que estamos vivos, brindemos! – (Texto de Fabio Shiva)

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