Ben Oliveira entrevista Rubem Cabral

Rubem Cabral concedeu entrevista ao Blog do Ben Oliveira, contando um pouco sobre a distopia que está escrevendo e dando dicas a autores. Escritor com conto premiado no exterior, Rubem já participou de diversas antologias nacionais e é o organizador da Antologia “!” de Contos Fantásticos, publicada pela Caligo em 2013.

Confira aqui!

A jornada do escritor: investimento em livros

Por Ben Oliveira

Além de investir tempo na prática da escrita, os autores precisam ser leitores vorazes, entendedores da literatura.

 

A Jornada do Escritor, ou seja, o caminho percorrido por aqueles que sonham em se tornarem escritores profissionais envolve não só escrever, mas também buscar o conhecimento. Uma das melhores formas de se aprender mais sobre a escrita literária é através dos livros: literatura, técnicos, crítica literária, ensaios e demais áreas de conhecimentos que possam ajudá-lo a entender melhor os seres humanos e a arte de escrever.

Um dos principais erros de escritores iniciantes é o de se aventurarem no universo da escrita, sem antes terem uma boa bagagem literária. Não estou dizendo que existe um número mínimo de livros que alguém precisa ler, para que possa finalmente começar a escrevê-los – aliás, a jornada do escritor é muito pessoal e cada um deve saber como empreendê-la –, porém se você for analisar os conselhos deixados por grandes autores, vai perceber que a maioria destes profissionais recomenda muita leitura!

Por que é tão importante essa leitura? Bom, primeiro porque antes de inventar de escrever um livro de terror, fantasia, ficção científica, ou seja lá qual for a temática que você desejar abordar, é necessário que você entenda quais são as características que não podem faltar em sua história. Além de entender a temática que você deseja escrever, você precisa se familiarizar com o gênero literário escolhido: conto, romance ou novela. Um conto é muito mais do que uma história curta, assim como um romance não é só um livro longo, dividido em vários capítulos.

Todos os meses, ou quando tenho dinheiro, eu invisto em adquirir livros que possam aumentar a minha bagagem cultural. Hoje, ao terminar de ler dois livros sobre técnicas de escrita (literatura comercial) em uma tarde, fiquei pensando: “Será que realmente valeu a pena comprá-los?”. E a resposta veio quando, ao terminar um dos exercícios de escrita livre, eu consegui encontrar o final do romance que estou escrevendo. Não importa se o livro é pequeno ou grande, se é técnico ou reflexivo, o que faz a diferença é a sua leitura, assim como a maneira que você explora as informações, somando com os seus próprios conhecimentos.

Outra série de livros que comprei, por exemplo, são oficinas de escrita. O livro traz diversos exercícios que funcionam como se o leitor estivesse participando de um curso, sendo guiado pelo autor. O escritor iniciante ou até mesmo o veterano, à medida que desenvolve a escrita, vai saindo da zona de conforto. O livro é extremamente prático – cabe ao leitor fazer suas próprias reflexões e utilizá-lo da melhor maneira possível.

Quando leio livros de literatura, gosto de marcar os meus trechos favoritos, reviravoltas, metáforas e algumas técnicas utilizadas pelo autor para tornar o livro mais interessante. Isso me ajuda bastante a aprender sobre a minha própria escrita e, é claro, na hora de resenhar o livro, pois facilita na hora de recordar as passagens mais marcantes da obra e tentar entrar em contato com a essência do escritor.

Se o seu objetivo é aprender mais sobre a arte da ficção, no momento em que está lendo é necessário ter uma visão diferenciada, não basta ler por mero entretenimento. Acredite, entender um fragmento que seja da essência de um escritor é tão prazeroso quanto lê-lo só para passar o tempo. A sensação que fica é a de que você e o autor compartilharam segredos, confidências – é o famoso “ler nas entrelinhas”.

A leitura dos clássicos da literatura também é importante, afinal, muitas obras contemporâneas surgiram do diálogo com esses livros escritos há séculos (intertextualidade), além de ser uma ótima forma de compreender quais elementos da narrativa fizeram tanto sucesso a ponto de conquistarem leitores até os dias atuais.

Não se pode ignorar a força de alguns autores contemporâneos best-sellers para quem deseja entender por que eles vendem tanto. No entanto, até eles tiveram que beber em fontes do passado para escreverem seus romances. Por exemplo, se você gosta de distopia, tema que tem vendido muito atualmente, não basta ler livros como Divergente (Veronica Roth) e Jogos Vorazes (Suzanne Collins), é preciso se aventurar também em Laranja Mecânica (Anthony Burgess) e 1984 (George Orwell).

Não basta ler os livros técnicos com soluções “rápidas e fáceis” para escrita, como se escrever um livro fosse como seguir a receita de um bolo. É interessante que o escritor tenha conhecimentos sobre teorias (linguística, literária, comunicação) e compreender os assuntos que deseja abordar em seus livros. Logo, além dos livros servirem como ótimos materiais de estudo, eles também são ótimas ferramentas de pesquisa. Por exemplo, escrevi um romance de fantasia sobre bruxaria, e mesmo tendo conhecimento da religião, precisei reler alguns livros. Não importa se o seu livro é de fantasia, os símbolos, rituais e demais elementos precisam ser verossímeis e fazer sentido.

Portanto, se você sonha em se tornar escritor profissional – sobreviver de sua carreira literária –, é melhor transformar esse sonho em um objetivo e começar a traçar seu caminho. Não adianta achar que o escritor somente escreve e magicamente tudo sai lindo e perfeito. Além de investir tempo na prática da escrita, os autores precisam ser leitores vorazes, entendedores da literatura. Ninguém está dizendo que você precisa escrever um livro que vá agradar todo mundo ou se tornar um Mestre da Teoria Literária. Tenha em mente que mesmo autores que já foram massacrados pelos especialistas, como Stephen King, dominam a arte de escrever. Seus textos, muitas vezes, são criticados pelo debate literatura arte x literatura comercial, embora quem lê as entrelinhas percebe vários elementos que enriquem suas obras literárias.

Se o seu objetivo é só publicar um livro, bom, existem inúmeras opções atualmente, algumas até mesmo gratuitas, como a Amazon, ou a autopublicação, na qual você pode recuperar o seu dinheiro gasto se vender os livros para seus amigos, familiares e conhecidos. Porém, se o que deseja é se profissionalizar como escritor, busque aprender sempre, entender o mercado editorial, investir na leitura e escrita, ter paciência, entender que você vai ter que sacrificar algumas coisas para conquistar outras e ser humilde para admitir que todos temos algo que precisa ser melhorado em nossos textos, nossas vidas. Parece óbvio, embora muitos não percebam. Mais absurdo do que um escritor que não escreve – independente dos inúmeros fatores que pouca diferença faz para o leitor e para editores (falta de tempo, preguiça, procrastinação, falta de inspiração, bloqueio criativo) – é um escritor que não lê!

 

Ben Oliveira é graduado em Jornalismo, blogueiro e escritor com alguns contos publicados em antologias. Possui também romances que ainda não foram publicados. Escreve no blog Ben Oliveira e é um dos parceiros da Caligo Editora.

Criação Literária: planejamento

Por Ben Oliveira

Definir as respostas para essas perguntas antes de iniciar a escrita pode facilitar e muito na hora de organizar as ideias e escrever sua história no papel.

Quando se pensa em escrita de ficção ou até mesmo a de não-ficção, muitos leitores não imaginam o trabalho que o escritor tem para planejar o seu texto, seja um conto, com um tamanho menor e linguagem direta, um romance médio ou longo, uma trilogia ou uma série de livros. Sem esta organização, muitas vezes, o projeto não sai da mente, não chega a se materializar em um livro.
Para começar, é preciso entender que não existem fórmulas mágicas. Existem formas de estruturar seu romance que são aceitáveis comercialmente e agradam a algumas editoras, o que não significa que você não possa dar o seu próprio toque e desenvolver o seu estilo. Os primeiros passos dos escritores iniciantes, geralmente, consistem em analisar obras literárias que tenham o tema parecido com o que você deseja escrever, ler muito e usar o mesmo esqueleto como referência.
Ao planejar um livro, há alguns elementos que o escritor precisa levar em conta, os quais eu explico brevemente a seguir:

Gênero: Qual será o gênero literário? Neste aspecto pode se levar em conta qual será o formato, um conto, novela ou romance. Ou será um livro de crônicas, poemas e autobiográfico? Cada gênero possui suas particularidades, desde a extensão do texto até a quantidade de elementos narrativos.

Temática: Como o livro será classificado?Fantasia, Ficção Científica, Terror, Suspense, Thriller, entre tantas formas de classificar que estão surgindo. Por exemplo, a história fantástica tem suas particularidades, assim como as de ficção científica. Para se enquadrar em determinada temática, a história precisa ter algumas características que a qualifiquem como tal. Os gêneros podem se misturar, porém, geralmente, há a predominância de um deles.

Público-alvo: Para quem você está escrevendo? A linguagem de um livro infantil ou juvenil é diferente de um livro para adultos. Um chick-lit (voltado para mulheres modernas) pode não agradar a um leitor homem, assim como um livro de terror pesado e com cenas de sexo, sem dúvidas, não é o mais adequado para crianças. O mesmo acontece quando se trata de não-ficção, um livro voltado para médicos, advogados ou economistas pode ter muitos termos técnicos que são desconhecidos ao leitor geral – assim, como a proposta pode ser abordar assuntos de livros especializados, mas com uma linguagem acessível e que possa atingir um público maior.

Personagens: Tão importante quanto definir o gênero, tema e o público-alvo, é o desenvolvimento de personagens com os quais os leitores possam se identificar ou não, mas que sejam verossímeis. Quantos personagens sua história vai ter? Quantos realmente são necessários ou podem ser cortados, sem fazer nenhuma diferença? Quais são as características (físicas, psicológicas) marcantes deles? Cada personagem precisa ter voz própria, personalidade que o diferencia de outro.

Trama: Como a história irá se desenrolar. Há escritores que prefiram criar primeiro a trama e depois pensar nos personagens, assim como acontece o contrário. É importante lembrar que quando se trata da escrita não existem fórmulas, e sim recomendações para tornar a história agradável, mas que podem ser quebradas pelos autores experientes. A “receita do romance” faz com que muitas histórias fiquem parecidas e se tornem óbvias aos leitores.

Tempo/Espaço: A época e o local em que a história se passa irão moldar a maneira que os personagens se comunicam, modo de vestir, questões relacionadas à moralidade, comportamento, enfim, aspectos culturais e como os personagens interagem neste ambiente. No terreno da fantasia, por exemplo, o personagem começa em um ambiente comum e atravessa um limiar. Já num livro de ficção científica, a história inteira pode se passar no futuro ou até mesmo dentro de uma nave espacial.

Foco narrativo: A história será narrada em primeira pessoa ou em terceira pessoa? O narrador será o próprio protagonista ou quem sabe um personagem que só vai contar a história? Cada escolha de narrador tem suas vantagens e limitações. Nos livros de não ficção, muitos autores usam a segunda pessoa, permitindo um diálogo direto com o leitor, além de também usarem alguns recursos da escrita de ficção para ilustraras informações e conhecimentos que estão tentando transmitir.

Bom, é isto! Este é o básico do básico, mas pode fazer toda a diferença para quem está começando a desenvolver um projeto literário. Definir as respostas para essas perguntas antes de iniciar a escrita pode facilitar e muito na hora de organizar as ideias e escrever sua história no papel.

Lembrando que este planejamento é uma ferramenta para ajudar e não atrapalhar o fluxo criativo – muitos escritores iniciantes imaginam e idealizam os seus escritores veteranos favoritos sentados em frente à máquina de escrever ou ao computador e escrevendo por horas e horas sem direção. Às vezes, o escritor está tão habituado com sua escrita que as ideias fluem de forma natural, o subconsciente auxilia na organização.

A não ser que você já esteja completamente familiarizado com os termos descritos acima, a ponto de não precisar escrevê-los no papel, recomendo aprenda mais sobre eles. A escrita de ficção e a de não ficção – nesta última, muitas vezes, o autor paga um ghost writer para escrever o livro para ela – exige uma boa bagagem cultural, análise de obras literárias e o principal, escrita. Não tenha medo de escrever, ler, revisar, reler, reescrever, editar. Afinal, quem vê o livro publicado, brilhando na livraria ou na estante de sua casa, não sabe quanto tempo o escritor dedicou ao lado de seu filho, antes de soltá-lo no mundo.
.

Ben Oliveira é graduado em Jornalismo, blogueiro e escritor com alguns contos publicados em antologias. Possui também romances que ainda não foram publicados. Escreve no blog Ben Oliveira e é um dos parceiros da Caligo Editora.

Criação Literária: o prazer e a dor de escrever

Por Ben Oliveira

A alegria do escritor quando é visitado pela sua musa é indescritível: em algumas horas, laudas e mais laudas são escritas ininterruptamente, o coração se enche de paz… Até o momento em que ela decide sair de férias por tempo indeterminado e só aparecer quando quiser […]

Quando se pensa em criação literária, muitos autores iniciantes e leitores curiosos imaginam que o escritor é uma entidade capaz de inventar milhares de histórias em sua cabeça, criar personagens e passar essas narrativas para o papel ou computador, tão simples e automático como digitar e distribuir palavras ao longo da página. No entanto, este processo prazeroso de dar vida a uma personagem e explorar o seu mundo também é doloroso, especialmente quando quem está escrevendo se vê paralisado em frente à tela em branco, com o cursor piscando sem parar.

Escrever torna-se uma fonte de prazer tão grande que o autor se sente irritado quando não consegue produzir. Dom, vício, obsessão, charme, trabalho – quando ele não consegue desenvolver sua narrativa, sente-se impotente, estúpido, uma fraude. O ego deste ser oscila muito: vai do céu ao inferno em questão de minutos.

Esqueça a imagem do escritor best-seller norte-americano que tem uma casa na montanha ou na floresta, onde pode se fechar do mundo sempre que deseja escrever em paz. A solidão é, sim, bem-vinda para nós, escritores. No entanto, dificilmente conseguimos as condições ideais para que a criação aconteça. Aprendemos a nos acostumar com os barulhos, a não dependermos tanto de um lugar fixo para escrever e tudo o mais que possa emperrar nossa escrita, caso contrário ela pode nunca acontecer e nos prendemos às desculpas para nunca começá-la. Uma eterna procrastinação.

A escrita, às vezes, é tão intensa que mesmo quando não estamos escrevendo nossas mentes continuam presentes em algum lugar dentro daquele universo da ficção criado por nós. Criador e criatura se fundem. Precisamos de algum tempo para nos reconectar ao mundo real. Escrever é tão gostoso que pode ser um remédio para muitos autores, assim como pode se tornar uma droga para outros. E toda droga, não importa o quão boa possa parecer por nos tirar da realidade por uns tempos, quando menos esperamos, pode nos arruinar. Portanto, além da dor que surge quando não conseguimos escrever, seja pela falta de inspiração ou de quando não tivemos tempo suficiente para nos dedicar à escrita, precisamos também buscar o equilíbrio e saber o momento certo de fazer uma pausa, tanto para manter o bom funcionamento da mente, como da saúde do corpo.

A alegria do escritor quando é visitado pela sua musa é indescritível: em algumas horas, laudas e mais laudas são escritas ininterruptamente, o coração se enche de paz… Até o momento em que ela decide sair de férias por tempo indeterminado e só aparecer quando quiser, causando dor novamente. O ciclo recomeça diariamente. Alguns livros sobre escrita criativa, por exemplo, recomendam que seja mais importante que consigamos escrever todos os dias uma quantidade média de palavras ou páginas do que escrever durante horas em um dia da semana e ficar bloqueado nos outros, desta forma não espantamos criatividade e inspiração, cultivando-as diariamente. Saber quando parar garante que as ideias permaneçam num ponto onde escrevemos o suficiente pelo dia e sabemos como começar no outro, sem que fiquemos perdidos, sem saber para onde ir.

Além da escrita em si, o processo de desenvolvimento para o autor iniciante envolve ler um pouco de tudo, desde os livros clássicos e contemporâneos até os manuais de escrita criativa, obras sobre literatura e demais obras de outras áreas do conhecimento que possam ajudar na criação de personagens, lugares e conflitos consistentes e verossímeis. Novamente, o tempo se faz necessário, ensinando-nos a aprender quais batalhas lutar ou não e que os sacrifícios são inevitáveis. Entre a dor e o prazer, a escrita acontece na solidão. Precisamos abrir mão de alguns eventos e até mesmo sermos tachados como antissociais por amigos e familiares que não compreendem nossos sonhos, aprender a administrar não só o tempo como as economias, levando em conta que apesar de poder encontrar alguns livros nas bibliotecas, há muitas obras que precisamos ter em casa sempre ao alcance, para podermos estudá-las, sublinhar os trechos importantes e fazer nossas próprias anotações, o que envolve o investimento de dinheiro e tempo na leitura. A não ser que o autor tenha algum contrato de projeto de livro com uma editora antes mesmo de começar a escrever,corremos o risco de ficar no vermelho no final do mês e dar um tiro no escuro.

Ser escritor no Brasil não é tão glamouroso como retratam filmes e seriados. A ficção, apesar de muito prazerosa, pode ser dolorosa quando a encaramos no mundo real e percebemos que, se não fôssemos alimentados pelos nossos sonhos, objetivos e pequenas vitórias diárias, não teríamos força para seguir em frente. A desvalorização do escritor acontece na própria sociedade – a menos que você seja um autor best-seller que tenha vendido milhares de livros no seu país e seja traduzido para o mundo todo ou tenha vencido prêmios literários, o que nem sempre garante que o seu livro será lido e será um sucesso de vendas –, no universo editorial, em que a preferência ainda é pela tradução de livros internacionais e pouco espaço para autores estreantes, sem mencionar os direitos autorais que são desestimulantes e se nós, escritores, não nos controlarmos, acabamos desvalorizando a nós mesmos.

A falta de remuneração até que o livro seja publicado e venda muito bem, para que o autor receba uma parcela do valor que foi vendido, faz com que, para nós, seja inviável nos dedicarmos somente à escrita. Precisamos trabalhar em outras áreas para sobreviver, às vezes isso causa frustração. Além de nos desdobrarmos em nossos cotidianos e dos esforços que fazemos para poder escrever, ler muito e construir uma carreira fazendo aquilo que nos dá prazer, podendo nos levar ao adoecimento e à fadiga mental, lidamos com os olhares de desaprovação e com a falsa simpatia de quem nos diz: “Que legal!” e na verdade está pensando: “Ele deveria arranjar um emprego de verdade!”, como se a escrita fosse meramente um hobby. Entre a dor e o prazer da escrita, precisamos não deixar que anestesiem nossos sentidos, que nos atrapalhem a fazermos aquilo de que gostamos, ao mesmo tempo em que precisamos controlar nossos egos e dons para que não se transformem em uma maldição.

Ben Oliveira é graduado em Jornalismo, blogueiro e escritor com alguns contos publicados em antologias. Possui também romances que ainda não foram publicados. Escreve no blog Ben Oliveira e é um dos parceiros da Caligo Editora.